TJAM 0001640-94.2016.8.04.0000
APELAÇÃO CRIMINAL – AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – MATÉRIAS DE ORDEM PÚBLICA – ANÁLISE EX OFFICIO – NULIDADE ABSOLUTA – VÍCIO INSANÁVEL – PREJUÍZO AO AMPLO EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA – RETORNO DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM – RECURSO PREJUDICADO.
1. As nulidades processuais constituem matérias de ordem pública, cognoscíveis a qualquer tempo e grau de jurisdição, inclusive de ofício pelo julgador.
2. A sentença que deixa de analisar os fatos e razões sobre as quais se funda o decreto condenatório, padece de vício insanável, sendo, portanto, nula de pleno direito.
3. In casu, o juízo sentenciante agiu com patente ofensa ao dever de fundamentação das decisões judiciais, na medida em que deixou de examinar circunstâncias relevantes sobre os quais se apoiava a condenação, e que poderiam vir a interferir no exercício da defesa técnica do acusado, causando-lhe sensível prejuízo e caracterizando patente ofensa ao dever insculpido no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal.
4. Noutro giro, o prejuízo de ordem processual decorrente da declaração de nulidade será mínimo, bastando, pois, seja proferida nova sentença, completa e devidamente fundamentada, para que, em seguida, o ora recorrente possa eventualmente exercer de forma mais ampla o seu direito constitucional ao contraditório e ampla defesa.
5. Declaração ex officio de nulidade da sentença. Recurso prejudicado.
Ementa
APELAÇÃO CRIMINAL – AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – MATÉRIAS DE ORDEM PÚBLICA – ANÁLISE EX OFFICIO – NULIDADE ABSOLUTA – VÍCIO INSANÁVEL – PREJUÍZO AO AMPLO EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA – RETORNO DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM – RECURSO PREJUDICADO.
1. As nulidades processuais constituem matérias de ordem pública, cognoscíveis a qualquer tempo e grau de jurisdição, inclusive de ofício pelo julgador.
2. A sentença que deixa de analisar os fatos e razões sobre as quais se funda o decreto condenatório, padece de vício insanável, sendo, portanto, nula de pleno direito.
3. In casu, o juízo sentenciante agiu com patente ofensa ao dever de fundamentação das decisões judiciais, na medida em que deixou de examinar circunstâncias relevantes sobre os quais se apoiava a condenação, e que poderiam vir a interferir no exercício da defesa técnica do acusado, causando-lhe sensível prejuízo e caracterizando patente ofensa ao dever insculpido no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal.
4. Noutro giro, o prejuízo de ordem processual decorrente da declaração de nulidade será mínimo, bastando, pois, seja proferida nova sentença, completa e devidamente fundamentada, para que, em seguida, o ora recorrente possa eventualmente exercer de forma mais ampla o seu direito constitucional ao contraditório e ampla defesa.
5. Declaração ex officio de nulidade da sentença. Recurso prejudicado.
Data do Julgamento
:
20/11/2016
Data da Publicação
:
21/11/2016
Classe/Assunto
:
Apelação / Tráfico de Drogas e Condutas Afins
Órgão Julgador
:
Primeira Câmara Criminal
Relator(a)
:
João Mauro Bessa
Comarca
:
Urucara
Comarca
:
Urucara
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