TJAM 0002271-72.2015.8.04.0000
DIREITO PENAL – TENTATIVA DE ESTUPRO - INSUFICIÊNCIA DE PROVAS – DEPOIMENTO DA VÍTIMA CORROBORA TESE DE DEFESA DO ACUSADO – PRINCÍPIO DO IN DUBIO PRO REO – INVIABILIDADE DE APLICAÇÃO DA MUTATIO LIBELLI EM SEGUNDA INSTÂNCIA -ABSOLVIÇÃO QUE SE IMPÕE – RECURSO PROVIDO.
1. No caso em tela, as provas não permitem aferir o dolo específico do tipo que lhe foi imputado pelo juízo de piso. Ademais, é certo que as patentes contradições entre os depoimentos prestados durante a instrução policial e aqueles prestados perante o juízo não permitem uma conclusão categórica acerca da prática delitiva.
2. O presente caso atrai a incidência do princípio in dubio pro reo, que impõe a absolvição do acusado quando as provas não se mostrarem suficientemente conclusivas a uma condenação, o que é o caso dos autos.
3. Ressalte-se que apesar de o apelante ter confessado a intenção de furtar um aparelho de DVD de propriedade da vítima, é vedado a essa instância reconhecer a mutatio libelli – nova definição jurídica ao fato delituoso - quando a denúncia ministerial não foi oportunamente aditada, nos termos da súmula 453 do STF
4. Conclui-se, dessarte, que outro caminho não resta senão a absolvição do apelante, haja vista que não se pode imputar a culpa por presunção, visto que não há nos autos prova contundente e segura a ponto de justificar o decreto condenatório, impondo-se a aplicação do princípio do in dubio pro reo.
5. Apelação criminal conhecida e provida.
Ementa
DIREITO PENAL – TENTATIVA DE ESTUPRO - INSUFICIÊNCIA DE PROVAS – DEPOIMENTO DA VÍTIMA CORROBORA TESE DE DEFESA DO ACUSADO – PRINCÍPIO DO IN DUBIO PRO REO – INVIABILIDADE DE APLICAÇÃO DA MUTATIO LIBELLI EM SEGUNDA INSTÂNCIA -ABSOLVIÇÃO QUE SE IMPÕE – RECURSO PROVIDO.
1. No caso em tela, as provas não permitem aferir o dolo específico do tipo que lhe foi imputado pelo juízo de piso. Ademais, é certo que as patentes contradições entre os depoimentos prestados durante a instrução policial e aqueles prestados perante o juízo não permitem uma conclusão categórica acerca da prática delitiva.
2. O presente caso atrai a incidência do princípio in dubio pro reo, que impõe a absolvição do acusado quando as provas não se mostrarem suficientemente conclusivas a uma condenação, o que é o caso dos autos.
3. Ressalte-se que apesar de o apelante ter confessado a intenção de furtar um aparelho de DVD de propriedade da vítima, é vedado a essa instância reconhecer a mutatio libelli – nova definição jurídica ao fato delituoso - quando a denúncia ministerial não foi oportunamente aditada, nos termos da súmula 453 do STF
4. Conclui-se, dessarte, que outro caminho não resta senão a absolvição do apelante, haja vista que não se pode imputar a culpa por presunção, visto que não há nos autos prova contundente e segura a ponto de justificar o decreto condenatório, impondo-se a aplicação do princípio do in dubio pro reo.
5. Apelação criminal conhecida e provida.
Data do Julgamento
:
20/09/2015
Data da Publicação
:
21/09/2015
Classe/Assunto
:
Apelação / Estupro
Órgão Julgador
:
Primeira Câmara Criminal
Relator(a)
:
João Mauro Bessa
Comarca
:
Iranduba
Comarca
:
Iranduba
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