TJAM 0219367-21.2012.8.04.0001
CIVIL. PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. SENTENÇA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO CARACTERIZADA. DANO MATERIAL. CONFIGURADO. DANO MORAL. INJUSTA RECUSA EM ARCAR COM OS CUSTOS DA CIRURGIA. AFLIÇÃO E ANGÚSTIA CAUSADA AO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO DEVIDA. VALOR ARBITRADO DE FORMA RAZOÁVEL E PROPORCIONAL AO CASO DOS AUTOS. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. GRATUIDADE JUDICIÁRIA. INDEFERIDA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Criar obstáculo à realização de procedimento médico prescrito viola a dignidade da pessoa humana, pelo que a recusa abusiva de cobertura pela operadora de plano de saúde revela ilícito indenizável em sede moral e material.
2. A fixação do valor indenizatório deve-se dar com prudente arbítrio, para que não ocorra enriquecimento de uma parte em detrimento da outra, bem como para que o valor arbitrado não seja irrisório, portanto, o valor fixado deve observar os critérios da razoabilidade e proporcionalidade.
3. Não há que se falar em condenação em litigância de má-fé quando não ficou comprovado nos autos nenhum indício de que a parte apelada tenha agido com tal intuito ou violado qualquer dever processual
4. A concessão da gratuidade da justiça à pessoa jurídica somente se dá em casos excepcionais, onde há prova cabal e irrefutável por parte da interessada, que não foi realizada no caso dos autos.
5. Apelação conhecida e não provida.
Ementa
CIVIL. PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. SENTENÇA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO CARACTERIZADA. DANO MATERIAL. CONFIGURADO. DANO MORAL. INJUSTA RECUSA EM ARCAR COM OS CUSTOS DA CIRURGIA. AFLIÇÃO E ANGÚSTIA CAUSADA AO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO DEVIDA. VALOR ARBITRADO DE FORMA RAZOÁVEL E PROPORCIONAL AO CASO DOS AUTOS. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. GRATUIDADE JUDICIÁRIA. INDEFERIDA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Criar obstáculo à realização de procedimento médico prescrito viola a dignidade da pessoa humana, pelo que a recusa abusiva de cobertura pela operadora de plano de saúde revela ilícito indenizável em sede moral e material.
2. A fixação do valor indenizatório deve-se dar com prudente arbítrio, para que não ocorra enriquecimento de uma parte em detrimento da outra, bem como para que o valor arbitrado não seja irrisório, portanto, o valor fixado deve observar os critérios da razoabilidade e proporcionalidade.
3. Não há que se falar em condenação em litigância de má-fé quando não ficou comprovado nos autos nenhum indício de que a parte apelada tenha agido com tal intuito ou violado qualquer dever processual
4. A concessão da gratuidade da justiça à pessoa jurídica somente se dá em casos excepcionais, onde há prova cabal e irrefutável por parte da interessada, que não foi realizada no caso dos autos.
5. Apelação conhecida e não provida.
Data do Julgamento
:
08/09/2013
Data da Publicação
:
10/09/2013
Classe/Assunto
:
Apelação / Antecipação de Tutela / Tutela Específica
Órgão Julgador
:
Segunda Câmara Cível
Relator(a)
:
Maria das Graças Pessoa Figueiredo
Comarca
:
Manaus
Comarca
:
Manaus
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