TJCE 0000525-47.2017.8.06.0000
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. Art. 121, §2º, incisos II, III E IV, DO CPB. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. DESCLASSIFICAÇÃO. IMPROCEDENTE. COMPROVADA A MATERIALIDADE DO FATO E PRESENTES INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. QUALIFICADORAS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DO JÚRI. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Não merece reproche a decisão de pronúncia na qual, a partir do exame da prova dos autos, a juíza a quo se convenceu da materialidade do crime e da existência de indícios suficientes de autoria, cabendo ao Conselho de Sentença a incumbência de valorar as provas e decidir sobre a procedência ou não das imputações que pesam contra o acusado.
2. A desclassificação do crime de homicídio qualificado para homicídio simples somente é possível quando o seu suporte fático-probatório for inquestionável e detectável de plano, sob pena de usurpação da competência constitucionalmente atribuída ao Tribunal do Júri Popular para julgar os crimes contra a vida. Precedentes.
3. As circunstâncias qualificadoras somente serão excluídas da pronúncia quando manifestamente improcedentes, em face do Princípio do in dubio pro societate. Incidência da Súmula 3 do TJCE.
4. Recurso conhecido e não provido.
ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará, por unanimidade, em conhecer do recurso interposto, porém para negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora.
Fortaleza, 31 de agosto de 2017.
DESEMBARGADORA MARIA EDNA MARTINS
Presidente do Órgão Julgador e Relatora
Ementa
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. Art. 121, §2º, incisos II, III E IV, DO CPB. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. DESCLASSIFICAÇÃO. IMPROCEDENTE. COMPROVADA A MATERIALIDADE DO FATO E PRESENTES INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. QUALIFICADORAS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DO JÚRI. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Não merece reproche a decisão de pronúncia na qual, a partir do exame da prova dos autos, a juíza a quo se convenceu da materialidade do crime e da existência de indícios suficientes de autoria, cabendo ao Conselho de Sentença a incumbência de valorar as provas e decidir sobre a procedência ou não das imputações que pesam contra o acusado.
2. A desclassificação do crime de homicídio qualificado para homicídio simples somente é possível quando o seu suporte fático-probatório for inquestionável e detectável de plano, sob pena de usurpação da competência constitucionalmente atribuída ao Tribunal do Júri Popular para julgar os crimes contra a vida. Precedentes.
3. As circunstâncias qualificadoras somente serão excluídas da pronúncia quando manifestamente improcedentes, em face do Princípio do in dubio pro societate. Incidência da Súmula 3 do TJCE.
4. Recurso conhecido e não provido.
ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará, por unanimidade, em conhecer do recurso interposto, porém para negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora.
Fortaleza, 31 de agosto de 2017.
DESEMBARGADORA MARIA EDNA MARTINS
Presidente do Órgão Julgador e Relatora
Data do Julgamento
:
31/08/2017
Data da Publicação
:
31/08/2017
Classe/Assunto
:
Recurso em Sentido Estrito / Homicídio Qualificado
Órgão Julgador
:
1ª Câmara Criminal
Relator(a)
:
MARIA EDNA MARTINS
Comarca
:
Maranguape
Comarca
:
Maranguape
Mostrar discussão