TJSC 2014.064183-0 (Acórdão)
RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. TELEFONIA. COBRANÇA DE VALORES INDEVIDOS. INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR EM CADASTRO DE ÓRGÃO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO. CONCESSIONÁRIA QUE NÃO COMPROVA A RELAÇÃO CONTRATUAL. DEFESA GENÉRICA. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. ALEGAÇÕES DE QUE A CONDUTA FOI LÍCITA, E, SUBSIDIARIAMENTE, DE QUE HOUVE CULPA DE TERCEIRO. NÃO COMPROVAÇÃO. QUANTUM INDENIZATÓRIO. VALOR ARBITRADO DE R$ 8.000,00 (OITO MIL REAIS) QUE SE MOSTRA AQUÉM DOS R$ 20.000,00 (VINTE MIL REAIS) ADOTADOS PELA CORTE EM CASOS ANÁLOGOS. MANUTENÇÃO. Este Tribunal, por constatar que o valor que vinha concedendo a título de indenização por danos morais em casos de inscrição indevida do nome do consumidor em cadastro de inadimplentes não estava surtindo o efeito sancionatório esperado (reduzir a prática desse tipo de ato prejudicial à sociedade), já que são inúmeras as ações análogas à presente que aportam cotidianamente no Poder Judiciário, decidiu elevar o montante indenizatório para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Tal procedimento não pretende tabelar os danos morais, mas tão somente indicar situações semelhantes que possam servir de critérios, com vistas a uma solução mais uniforme e objetiva. Diante disso, na hipótese, inviável a redução da quantia fixada em primeiro grau, já que aquém daquela adotada por este Órgão Fracionário em situações idênticas. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. FLUÊNCIA DOS PRIMEIROS A CONTAR DO ATO DANOSO E, DA SEGUNDA, A PARTIR DO ARBITRAMENTO DA INDENIZAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. (TJSC, Apelação Cível n. 2014.064183-0, de Balneário Camboriú, rel. Des. Vanderlei Romer, Terceira Câmara de Direito Público, j. 24-03-2015).
Ementa
RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. TELEFONIA. COBRANÇA DE VALORES INDEVIDOS. INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR EM CADASTRO DE ÓRGÃO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO. CONCESSIONÁRIA QUE NÃO COMPROVA A RELAÇÃO CONTRATUAL. DEFESA GENÉRICA. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. ALEGAÇÕES DE QUE A CONDUTA FOI LÍCITA, E, SUBSIDIARIAMENTE, DE QUE HOUVE CULPA DE TERCEIRO. NÃO COMPROVAÇÃO. QUANTUM INDENIZATÓRIO. VALOR ARBITRADO DE R$ 8.000,00 (OITO MIL REAIS) QUE SE MOSTRA AQUÉM DOS R$ 20.000,00 (VINTE MIL REAIS) ADOTADOS PELA CORTE EM CASOS ANÁLOGOS. MANUTENÇÃO. Este Tribunal, por constatar que o valor que vinha concedendo a título de indenização por danos morais em casos de inscrição indevida do nome do consumidor em cadastro de inadimplentes não estava surtindo o efeito sancionatório esperado (reduzir a prática desse tipo de ato prejudicial à sociedade), já que são inúmeras as ações análogas à presente que aportam cotidianamente no Poder Judiciário, decidiu elevar o montante indenizatório para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Tal procedimento não pretende tabelar os danos morais, mas tão somente indicar situações semelhantes que possam servir de critérios, com vistas a uma solução mais uniforme e objetiva. Diante disso, na hipótese, inviável a redução da quantia fixada em primeiro grau, já que aquém daquela adotada por este Órgão Fracionário em situações idênticas. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. FLUÊNCIA DOS PRIMEIROS A CONTAR DO ATO DANOSO E, DA SEGUNDA, A PARTIR DO ARBITRAMENTO DA INDENIZAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. (TJSC, Apelação Cível n. 2014.064183-0, de Balneário Camboriú, rel. Des. Vanderlei Romer, Terceira Câmara de Direito Público, j. 24-03-2015).
Data do Julgamento
:
24/03/2015
Classe/Assunto
:
Terceira Câmara de Direito Público
Órgão Julgador
:
Leandro Rodolfo Paasch
Relator(a)
:
Vanderlei Romer
Comarca
:
Balneário Camboriú
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