TRF5 200284000056156
ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA CANCELADA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. APELAÇÃO IMPROVIDA.
1. O princípio da autotutela aplicável a Administração Pública consiste no poder da Administração anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que o tornem ilegais, por que deles não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e a segurança jurídica que visa à estabilidade das relações jurídicas. Outrossim, assim como a Administração tem o direito de rever e anular
,ocorridos com a anulação ou revogação do ato.
2. In casu, restou comprovado que a UFRN concluiu o procedimento administrativo de inativação a Apelada, inclusive como seu desligamento funcional das atividades docentes, situação que depois veio a ser desconstituída, em detrimento da Servidora e sem que esta tenha dado causa ao desfazimento do ato administrativo, somente sofrendo o constrangimento de retornar às funções das quais se despedira.
3. O conhecimento das leis é ônus da instância administrativa competente para concessão de benefícios e que por ter este ofício deve conhecer bem das leis para poder aplicá-las devidamente; não há, dessa forma, que se falar em culpa concorrente da vítima.
4. Apelação improvida, mantendo-se a indenização de R$15 mil reais a título de danos morais.
(PROCESSO: 200284000056156, AC336339/RN, DESEMBARGADOR FEDERAL NAPOLEÃO MAIA FILHO, Segunda Turma, JULGAMENTO: 12/12/2006, PUBLICAÇÃO: DJ 01/02/2007 - Página 625)
Ementa
ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA CANCELADA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. APELAÇÃO IMPROVIDA.
1. O princípio da autotutela aplicável a Administração Pública consiste no poder da Administração anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que o tornem ilegais, por que deles não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e a segurança jurídica que visa à estabilidade das relações jurídicas. Outrossim, assim como a Administração tem o direito de rever e anular
,ocorridos com a anulação ou revogação do ato.
2. In casu, restou comprovado que a UFRN concluiu o procedimento administrativo de inativação a Apelada, inclusive como seu desligamento funcional das atividades docentes, situação que depois veio a ser desconstituída, em detrimento da Servidora e sem que esta tenha dado causa ao desfazimento do ato administrativo, somente sofrendo o constrangimento de retornar às funções das quais se despedira.
3. O conhecimento das leis é ônus da instância administrativa competente para concessão de benefícios e que por ter este ofício deve conhecer bem das leis para poder aplicá-las devidamente; não há, dessa forma, que se falar em culpa concorrente da vítima.
4. Apelação improvida, mantendo-se a indenização de R$15 mil reais a título de danos morais.
(PROCESSO: 200284000056156, AC336339/RN, DESEMBARGADOR FEDERAL NAPOLEÃO MAIA FILHO, Segunda Turma, JULGAMENTO: 12/12/2006, PUBLICAÇÃO: DJ 01/02/2007 - Página 625)
Data do Julgamento
:
12/12/2006
Classe/Assunto
:
Apelação Civel - AC336339/RN
Órgão Julgador
:
Segunda Turma
Relator(a)
:
Desembargador Federal Napoleão Maia Filho
Comarca
:
Tribunal Regional Federal - 5ª Região
Código do documento
:
126666
PublicaÇÕes
:
Diário da Justiça (DJ) - 01/02/2007 - Página 625
DecisÃo
:
UNÂNIME
Veja tambÉm
:
AGRRE 342593 (STF)RE 158543/RS (STF)RESP 658130 (STJ)
Doutrinas
:
Obra: DIREITO CONSTITUCIONAL E TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
Autor: JOSÉ JOAQUIM GOMES CANOTILHO
ReferÊncias legislativas
:
LEG-FED SUM-473 (STF)
LEG-FED LEI-9784 ANO-1999 ART-54 PAR-1
Votantes
:
Desembargador Federal Napoleão Maia Filho
Desembargador Federal Petrucio Ferreira
Desembargador Federal José Baptista de Almeida Filho
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