PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. REVISÃO DE
BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES LEGAIS.
- Pedido de revisão do benefício previdenciário, aplicando-se os reajustes
na forma dos artigos 20, § 1º e 28, § 5º, da Lei 8.212/91, com emprego dos
percentuais de 10,96%, 0,91% e 27,23%, referentes a dezembro/98, dezembro/2003
e janeiro/2004 (elevação do valor teto dos benefícios pelas EC nº 20/98
e 41/03), a fim de preservar o valor real do benefício, com o pagamento
das diferenças daí advindas.
- Os benefícios previdenciários, em regra, são regidos pelo princípio
tempus regit actum. Nestes termos, o benefício do autor foi calculado nos
termos do art. 29 da Lei nº 8.213/91, com utilização dos indexadores
legais.
- Apurada a RMI, o benefício sofreu os reajustes na forma determinada
pelo art. 41 da Lei 8.213/91, na época e com os índices determinados pelo
legislador ordinário, por expressa delegação da Carta Maior, a teor do
seu art. 201, § 4º, não tendo nenhuma vinculação com qualquer aumento
conferido ou alteração dos salários-de-contribuição.
- Assim, não há falar em violação dos princípios constitucionais da
irredutibilidade do valor dos proventos (art. 194, parágrafo único, inciso
IV, da CF/88) e da preservação do valor real (art. 201, § 4º, da CF/88)
por inexistir regramento que vincule o valor do benefício concedido ao
limite fixado como teto do salário-de-contribuição. A fixação de novo
patamar do salário-de-contribuição, em face do novo teto dos benefícios
previdenciários, não importa o reajuste dos salários-de-contribuição,
mas uma adequação decorrente da elevação do valor-teto.
- Em suma, não há previsão na Lei de Benefícios da Previdência Social
para que o salário-de-benefício corresponda ao salário-de-contribuição,
ou que tenham reajustes equivalentes.
- Apelação da parte autora improvida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. REVISÃO DE
BENEFÍCIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES LEGAIS.
- Pedido de revisão do benefício previdenciário, aplicando-se os reajustes
na forma dos artigos 20, § 1º e 28, § 5º, da Lei 8.212/91, com emprego dos
percentuais de 10,96%, 0,91% e 27,23%, referentes a dezembro/98, dezembro/2003
e janeiro/2004 (elevação do valor teto dos benefícios pelas EC nº 20/98
e 41/03), a fim de preservar o valor real do benefício, com o pagamento
das diferenças daí advindas.
- Os benefícios previdenciários, em regra, são regidos pelo pr...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. REVISÃO DE
BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES LEGAIS.
- Pedido de revisão dos critérios de reajustamento do benefício, com o
acréscimo, em junho de 1999, da diferença percentual de 2,28%, e em maio
de 2004, da diferença percentual de 1,75%, decorrentes dos novos tetos
estabelecidos pelas ECs 20/98 e 41/03, com o pagamento das diferenças daí
decorrentes.
- Os benefícios previdenciários, em regra, são regidos pelo princípio
tempus regit actum. Nestes termos, o benefício do autor foi calculado nos
termos do art. 29 da Lei nº 8.213/91, com utilização dos indexadores
legais.
- Apurada a RMI, o benefício sofreu os reajustes na forma determinada
pelo art. 41 da Lei 8.213/91, na época e com os índices determinados pelo
legislador ordinário, por expressa delegação da Carta Maior, a teor do
seu art. 201, § 4º, não tendo nenhuma vinculação com qualquer aumento
conferido ou alteração dos salários-de-contribuição.
- Assim, não há falar em violação dos princípios constitucionais da
irredutibilidade do valor dos proventos (art. 194, parágrafo único, inciso
IV, da CF/88) e da preservação do valor real (art. 201, § 4º, da CF/88)
por inexistir regramento que vincule o valor do benefício concedido ao
limite fixado como teto do salário-de-contribuição. A fixação de novo
patamar do salário-de-contribuição, em face do novo teto dos benefícios
previdenciários, não importa o reajuste dos salários-de-contribuição,
mas uma adequação decorrente da elevação do valor-teto.
- Em suma, não há previsão na Lei de Benefícios da Previdência Social
para que o salário-de-benefício corresponda ao salário-de-contribuição,
ou que tenham reajustes equivalentes. Ou seja, o reajuste do teto não se
estende para os benefícios previdenciários.
- Apelação da parte autora improvida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. REVISÃO DE
BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES LEGAIS.
- Pedido de revisão dos critérios de reajustamento do benefício, com o
acréscimo, em junho de 1999, da diferença percentual de 2,28%, e em maio
de 2004, da diferença percentual de 1,75%, decorrentes dos novos tetos
estabelecidos pelas ECs 20/98 e 41/03, com o pagamento das diferenças daí
decorrentes.
- Os benefícios previdenciários, em regra, são regidos pelo princípio
tempus regit actum. Nestes termos, o benefício do autor foi calculado nos
termos do art. 29 da Lei nº 8.213/91, com uti...
PREVIDENCIÁRIO. RURAL. APOSENTADORIA POR IDADE. A HIPÓTESE NÃO É DE
REEXAME NECESSÁRIO.
- O art. 496, § 3º, inciso I, do novo Código de Processo Civil, Lei Federal
n.º 13.105/2015, em vigor desde 18/03/2016, dispõe que não se impõe a
remessa necessária quando a condenação ou o proveito econômico obtido
for de valor certo e líquido inferior 1.000 (mil) salários mínimos para
a União, as respectivas autarquias e fundações de direito público.
- A natureza do reexame necessário é estritamente processual, o momento no
qual foi proferida a decisão recorrida deve ser levado em conta tão somente
para aferir o valor da condenação e então apurar se supera o limite legal
estabelecido na norma processual em vigor quando de sua apreciação pelo
tribunal correspondente.
- O art. 14 do CPC estabelece que, "a norma processual não retroagirá
e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os
atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a
vigência da norma revogada".
- A regra estampada no art. 496 § 3º, inciso I, do Código de Processo
Civil vigente tem aplicação imediata nos processos em curso, adotando-se
o princípio tempus regit actum.
- Entendimento acolhido pelo Superior Tribunal de Justiça, por ocasião da
edição da Lei 10.352/01, que conferiu nova redação ao art. 475 do CPC
anterior/1973.
- No caso analisado, o valor da condenação verificado no momento da
prolação da sentença não excede a 1.000 salários mínimos.
- Reexame necessário não conhecido.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. RURAL. APOSENTADORIA POR IDADE. A HIPÓTESE NÃO É DE
REEXAME NECESSÁRIO.
- O art. 496, § 3º, inciso I, do novo Código de Processo Civil, Lei Federal
n.º 13.105/2015, em vigor desde 18/03/2016, dispõe que não se impõe a
remessa necessária quando a condenação ou o proveito econômico obtido
for de valor certo e líquido inferior 1.000 (mil) salários mínimos para
a União, as respectivas autarquias e fundações de direito público.
- A natureza do reexame necessário é estritamente processual, o momento no
qual foi proferida a decisão recorrida deve ser levado em conta tão somente
para a...
PREVIDENCIÁRIO. RURAL. APOSENTADORIA POR IDADE. PROVA DOCUMENTAL E TESTEMUNHAL
INSUFICIENTES. REQUISITOS NÃO SATISFEITOS. PERÍODO DE CARÊNCIA NÃO
CUMPRIDO.
- Cédula de identidade (nascimento em 19.08.1952).
- CTPS com registros, de forma descontínua, de 18.01.1975 a 02.12.1982,
em atividade rural, e, de 08.12.1982 a 03.04.2013, em atividade urbana.
- A Autarquia juntou consulta efetuada ao sistema Dataprev, constando que a
requerente tem vínculos empregatícios que confirmam as anotações constantes
na carteira de trabalho da autora, bem como que recebeu auxílio doença,
comerciário, nos períodos de 01.04.1997 a 05.09.1997 e de 11.11.2004 a
31.03.2005.
- Os depoimentos das testemunhas são vagos, imprecisos e genéricos quanto
à atividade rural exercida pela autora.
- Embora a autora tenha completado 55 anos em 2007, a prova produzida não
é hábil a demonstrar o exercício da atividade no campo, pelo período de
carência legalmente exigido, segundo o artigo 142 da Lei 8.213/91, de 156
meses.
- A prova material é antiga, não comprovando a atividade rural pelo período
de carência legalmente exigido.
- Os depoimentos das testemunhas são vagos e imprecisos, não esclarecendo
detalhes sobre a atividade campesina, apenas afirmando genericamente o labor
rural.
- O extrato do sistema Dataprev indica que a autora teve vínculo empregatício
em atividade urbana e recebeu auxílio doença, comerciário, nos períodos
de 01.04.1997 a 05.09.1997 e de 11.11.2004 a 31.03.2005, afastando a alegada
condição de rurícola.
- Não resta comprovada a alegada condição de trabalhador rural.
- Apelação da autora improvida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. RURAL. APOSENTADORIA POR IDADE. PROVA DOCUMENTAL E TESTEMUNHAL
INSUFICIENTES. REQUISITOS NÃO SATISFEITOS. PERÍODO DE CARÊNCIA NÃO
CUMPRIDO.
- Cédula de identidade (nascimento em 19.08.1952).
- CTPS com registros, de forma descontínua, de 18.01.1975 a 02.12.1982,
em atividade rural, e, de 08.12.1982 a 03.04.2013, em atividade urbana.
- A Autarquia juntou consulta efetuada ao sistema Dataprev, constando que a
requerente tem vínculos empregatícios que confirmam as anotações constantes
na carteira de trabalho da autora, bem como que recebeu auxílio doença,
comerciário, nos períodos...
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INTUITO DE
PREQUESTIONAMENTO.
- O INSS opõe embargos de declaração do v. acórdão que, por unanimidade,
deu parcial provimento ao seu apelo.
- Conquanto sejam os embargos declaratórios meio específico para escoimar
o acórdão dos vícios que possam ser danosos ao cumprimento do julgado,
não se constata a presença de contradições, obscuridades ou omissões a
serem supridas, uma vez que o v. acórdão embargado motivadamente analisou
a pretensão deduzida, concluindo por dar parcial provimento ao apelo do INSS
e, de forma clara e precisa, concluiu que devem ser utilizados os critérios
previstos no Manual de Orientação de Procedimentos para Cálculos da Justiça
Federal, em obediência à Consolidação Normativa da Corregedoria-Geral da
Justiça Federal da 3ª Região - Provimento COGE nº 64, de 28 de abril 2005.
- O acórdão é claro, não havendo qualquer omissão, obscuridade ou
contradição a ser suprida. Logo, a argumentação se revela de caráter
infringente, para modificação do Julgado, não sendo esta a sede adequada
para acolhimento de pretensão, produto de inconformismo com o resultado
desfavorável da demanda.
- A explanação de matérias com finalidade única de estabelecer
prequestionamento a justificar cabimento de eventual recurso não elide a
inadmissibilidade dos embargos declaratórios quando ausentes os requisitos
do artigo 1.022, do novo CPC.
- Embargos de Declaração improvidos.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INTUITO DE
PREQUESTIONAMENTO.
- O INSS opõe embargos de declaração do v. acórdão que, por unanimidade,
deu parcial provimento ao seu apelo.
- Conquanto sejam os embargos declaratórios meio específico para escoimar
o acórdão dos vícios que possam ser danosos ao cumprimento do julgado,
não se constata a presença de contradições, obscuridades ou omissões a
serem supridas, uma vez que o v. acórdão embargado motivadamente analisou
a pretensão deduzida, concluin...
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INTUITO DE
PREQUESTIONAMENTO.
- O INSS opõe embargos de declaração do v. acórdão que, por unanimidade,
deu provimento ao recurso da parte autora.
- Conquanto sejam os embargos declaratórios meio específico para escoimar
o acórdão dos vícios que possam ser danosos ao cumprimento do julgado,
não se constata a presença de contradições, obscuridades ou omissões a
serem supridas, uma vez que o v. acórdão embargado motivadamente analisou
a pretensão deduzida, concluindo por dar provimento ao apelo da parte autora
e, de forma clara e precisa, concluiu que devem ser utilizados os critérios
previstos no Manual de Orientação de Procedimentos para Cálculos da Justiça
Federal, em obediência à Consolidação Normativa da Corregedoria-Geral da
Justiça Federal da 3ª Região - Provimento COGE nº 64, de 28 de abril 2005.
- O acórdão é claro, não havendo qualquer omissão, obscuridade ou
contradição a ser suprida. Logo, a argumentação se revela de caráter
infringente, para modificação do Julgado, não sendo esta a sede adequada
para acolhimento de pretensão, produto de inconformismo com o resultado
desfavorável da demanda.
- A explanação de matérias com finalidade única de estabelecer
prequestionamento a justificar cabimento de eventual recurso não elide a
inadmissibilidade dos embargos declaratórios quando ausentes os requisitos
do artigo 1.022, do novo CPC.
- Embargos de Declaração improvidos.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INTUITO DE
PREQUESTIONAMENTO.
- O INSS opõe embargos de declaração do v. acórdão que, por unanimidade,
deu provimento ao recurso da parte autora.
- Conquanto sejam os embargos declaratórios meio específico para escoimar
o acórdão dos vícios que possam ser danosos ao cumprimento do julgado,
não se constata a presença de contradições, obscuridades ou omissões a
serem supridas, uma vez que o v. acórdão embargado motivadamente analisou
a pretensão deduzida, c...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. TERMO INICIAL. REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO.
- O termo inicial do benefício deve ser fixado na data do requerimento
administrativo (11/04/2012 - fls. 25), de acordo com a decisão proferida
em sede de Recurso Especial, representativo de controvérsia (STJ - Recurso
Especial - 1369165 - SP- Órgão Julgador: PRIMEIRA Seção, DJe: 07/03/2014 -
Edição nº. 1471 - Páginas: 90/91 - Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES).
- Por fim, cuidando-se de prestação de natureza alimentar, presentes os
pressupostos do art. 300 c.c. 497 do CPC/2015, é possível a antecipação
da tutela.
- Apelação da parte autora provida. Mantida a tutela antecipada.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. TERMO INICIAL. REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO.
- O termo inicial do benefício deve ser fixado na data do requerimento
administrativo (11/04/2012 - fls. 25), de acordo com a decisão proferida
em sede de Recurso Especial, representativo de controvérsia (STJ - Recurso
Especial - 1369165 - SP- Órgão Julgador: PRIMEIRA Seção, DJe: 07/03/2014 -
Edição nº. 1471 - Páginas: 90/91 - Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES).
- Por fim, cuidando-se de prestação de natureza alimentar, presentes os
pressupostos do art. 300 c.c. 497 do CPC/2015, é possível a antecipação
da...
PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS. DECISÃO MANTIDA.
- Agravo do impetrante insurgindo-se contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao seu recurso.
- De natureza atuarial, o regime da previdência impõe que sejam os
benefícios concedidos, precedidos de fonte de custeio originada dos
segurados.
- Aqueles que, em época passada, na qualidade de autônomos (hoje
contribuintes individuais), exerceram atividade remunerada e não efetuaram
os recolhimentos à seguridade, no momento próprio, e agora pretendem ter
computado esse tempo de serviço, para efeito de aposentadoria, ou qualquer
outra prestação, devem compensar o Instituto pela falha, sem a menor sombra
de dúvidas.
- Com a edição da Súmula Vinculante n.º 8, do E. STF, foi declarada
a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n.º 8.212/91, que
possibilitavam decidir pelos recolhimentos das contribuições em atraso
de acordo com a lei vigente quando o trabalho foi realizado, com todos os
acessórios decorrentes do decurso do tempo.
- A Lei Complementar n.º 128, de 19/12/2008, revogou expressamente os
dispositivos citados e passou a disciplinar a matéria, acrescentando à
Lei n.º 8.212/91, o artigo 45-A.
- Em face do princípio tempus regit actum, no cálculo a ser realizado pelo
INSS será aplicada a nova legislação vigente.
- A obrigação de indenizar a Autarquia pelo tempo de atividade em que
o trabalhador autônomo não verteu contribuições, é induvidosa, sendo
que o cálculo de seu montante deverá corresponder aos valores apurados na
forma da legislação vigente, com todos os consectários da multa, juros
e correção monetária.
- A decisão monocrática que confere poderes ao relator para decidir recurso
manifestamente improcedente, prejudicado, deserto, intempestivo ou contrário
a jurisprudência dominante do respectivo Tribunal, do Supremo Tribunal
Federal ou de Tribunal Superior, sem submetê-lo ao órgão colegiado,
não importa em infringência ao CPC ou aos princípios do direito.
- É assente a orientação pretoriana no sentido de que o órgão colegiado
não deve modificar a decisão do Relator, salvo na hipótese em que a
decisão impugnada não estiver devidamente fundamentada, ou padecer dos
vícios da ilegalidade e abuso de poder, e for passível de resultar lesão
irreparável ou de difícil reparação à parte.
- Agravo improvido.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS. DECISÃO MANTIDA.
- Agravo do impetrante insurgindo-se contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao seu recurso.
- De natureza atuarial, o regime da previdência impõe que sejam os
benefícios concedidos, precedidos de fonte de custeio originada dos
segurados.
- Aqueles que, em época passada, na qualidade de autônomos (hoje
contribuintes individuais), exerceram atividade remunerada e não efetuaram
os recolhimentos à seguridade, no momento próprio, e agora pretendem ter
computado esse tempo de serviço, para efeito...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. AGRAVO LEGAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. JUROS DE MORA. DECISÃO FUNDAMENTADA.
- Em vista da necessidade de serem uniformizados e consolidados os diversos
atos normativos afetos à Justiça Federal de Primeiro Grau, bem como os
Provimentos da Corregedoria desta E. Corte de Justiça, a fim de orientar e
simplificar a pesquisa dos procedimentos administrativos e processuais, que
regulam o funcionamento da Justiça Federal na Terceira Região, foi editada
a Consolidação Normativa da Corregedoria-Geral da Justiça Federal da 3ª
Região - Provimento COGE nº 64, de 28 de abril 2005, que impôs obediência
aos critérios previstos no Manual de Orientação de Procedimentos para
Cálculos da Justiça Federal.
- A correção monetária e os juros de mora incidem nos termos do Manual
de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal em
vigor por ocasião da execução do julgado, em obediência ao Provimento
COGE nº 64/2005.
- Decisão monocrática com fundamento no art. 557, caput e § 1º-A, do
C.P.C., que confere poderes ao relator para decidir recurso manifestamente
improcedente, prejudicado, deserto, intempestivo ou contrário a
jurisprudência dominante do respectivo Tribunal, do Supremo Tribunal Federal
ou de Tribunal Superior, sem submetê-lo ao órgão colegiado, não importa
em infringência ao CPC ou aos princípios do direito. Precedentes.
- É assente a orientação pretoriana no sentido de que o órgão colegiado
não deve modificar a decisão do Relator, salvo na hipótese em que a
decisão impugnada não estiver devidamente fundamentada, ou padecer dos
vícios da ilegalidade e abuso de poder, e for passível de resultar lesão
irreparável ou de difícil reparação à parte.
- In casu, a decisão está solidamente fundamentada e traduz de forma
lógica o entendimento do Relator, juiz natural do processo, não estando
eivada de qualquer vício formal, razão pela qual merece ser mantida.
- Agravo legal improvido.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. AGRAVO LEGAL. CORREÇÃO
MONETÁRIA. JUROS DE MORA. DECISÃO FUNDAMENTADA.
- Em vista da necessidade de serem uniformizados e consolidados os diversos
atos normativos afetos à Justiça Federal de Primeiro Grau, bem como os
Provimentos da Corregedoria desta E. Corte de Justiça, a fim de orientar e
simplificar a pesquisa dos procedimentos administrativos e processuais, que
regulam o funcionamento da Justiça Federal na Terceira Região, foi editada
a Consolidação Normativa da Corregedoria-Geral da Justiça Federal da 3ª
Região - Provimento COGE nº 64, de 28 d...
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE
SERVIÇO. TERMO INICIAL.
- Embargos de declaração opostos pelo autor em face do v. acórdão que
negou provimento ao seu agravo legal.
- Com efeito, o autor já contava com mais de trinta e cinco anos de
contribuição em 01.04.2010, data do protocolo de reabertura de benefício
de fls. 50.
- O termo inicial do benefício deve ser fixado em 01.04.2010, e não em
06.06.2011, como erroneamente constou da decisão embargada.
- Embargos de declaração providos.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE
SERVIÇO. TERMO INICIAL.
- Embargos de declaração opostos pelo autor em face do v. acórdão que
negou provimento ao seu agravo legal.
- Com efeito, o autor já contava com mais de trinta e cinco anos de
contribuição em 01.04.2010, data do protocolo de reabertura de benefício
de fls. 50.
- O termo inicial do benefício deve ser fixado em 01.04.2010, e não em
06.06.2011, como erroneamente constou da decisão embargada.
- Embargos de declaração providos.
PREVIDENCIÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELAÇÃO CÍVEL. TERMO
INICIAL.
1. O novo Código de Processo Civil elevou o valor de alçada para a
remessa "ex officio", de 60 (sessenta) salários mínimos, para 1.000 (mil)
salários-mínimos.
2. Segundo a jurisprudência do STJ, não há como adotar, como termo inicial
do benefício, a data da ciência do laudo do perito judicial que constata a
incapacidade, haja vista que esse documento constitui simples prova produzida
em juízo, que apenas declara situação fática preexistente.
3. Ou seja, o laudo pericial não tem força constitutiva, mas sim
declaratória. A incapacidade do segurado já existia antes do laudo
ser juntado, de forma que não se pode limitar a essa data o início do
benefício. O direito ao benefício por incapacidade já existia antes do
INSS ser intimado do laudo.
4. O marco inicial do benefício de aposentadoria por invalidez (conversão)
deve ser fixado na data apontada pelo laudo pericial, março de 2013, momento
no qual os documentos apresentados permitem por entender caracterizada a
incapacidade total e permanente do segurado.
5. Reexame necessário não conhecido, apelação do INSS não provida e
recurso adesivo da parte autora parcialmente provido.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELAÇÃO CÍVEL. TERMO
INICIAL.
1. O novo Código de Processo Civil elevou o valor de alçada para a
remessa "ex officio", de 60 (sessenta) salários mínimos, para 1.000 (mil)
salários-mínimos.
2. Segundo a jurisprudência do STJ, não há como adotar, como termo inicial
do benefício, a data da ciência do laudo do perito judicial que constata a
incapacidade, haja vista que esse documento constitui simples prova produzida
em juízo, que apenas declara situação fática preexistente.
3. Ou seja, o laudo pericial não tem força constitutiva, mas sim
declarat...
PREVIDENCIÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELAÇÃO
CÍVEL. AUXÍLIO-DOENÇA. REQUISITOS LEGAIS PREENCHIDOS. TERMO
INICIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUROS DE MORA.
1. O novo Código de Processo Civil elevou o valor de alçada para a
remessa "ex officio", de 60 (sessenta) salários mínimos, para 1.000
(mil) salários-mínimos. Ademais, verifica-se no presente caso que o valor
da condenação também não excede ao limite de 60 (sessenta) salários
mínimos, previsto no art. 475, §2º, do CPC de 1973.
2. Os requisitos da aposentadoria por invalidez estão previstos no artigo 42,
da Lei nº 8.213/91, a saber: constatação de incapacidade total e permanente
para o desempenho de qualquer atividade laboral; cumprimento da carência;
manutenção da qualidade de segurado.
3. Por seu turno, conforme descrito no artigo 59, da Lei nº 8.213/91, são
pressupostos para a concessão do auxílio-doença: incapacidade total e
temporária (mais de quinze dias consecutivos) para o exercício do trabalho ou
das atividades habituais; cumprimento da carência; manutenção da qualidade
de segurado.
4. A perícia judicial verificou que o periciado apresenta Lombalgia
e Dorsalgia, concluindo pela incapacidade parcial e temporária para o
exercício de atividades laborativas. Acrescentou, ainda, a possibilidade
de recuperação laborativa mediante tratamento especializado.
5. Ainda que se tenha em vista as condições pessoais do autor, tais
como a idade, o grau de instrução, é certo que, para a concessão do
benefício previdenciário, deve ser constatado algum grau de incapacidade
para o exercício de suas atividades habituais. Ou seja, embora alguns fatores
possam ser levados em conta para agravar um estado clínico que, a princípio,
não seria de incapacidade total, mencionadas condições pessoais do segurado
não podem, por si só, gerar o direito ao benefício por incapacidade.
6. Apesar do juiz não estar adstrito às conclusões da perícia ou
informações dos documentos juntados, não há como deixar de considerar
as conclusões do laudo pericial, não há nos autos outros elementos que
possam conduzir à incapacidade laboral da parte autora.
7. Segundo a jurisprudência do STJ, não há como adotar, como termo inicial
do benefício, a data da ciência do laudo do perito judicial que constata a
incapacidade, haja vista que esse documento constitui simples prova produzida
em juízo, que apenas declara situação fática preexistente.
8. No tocante aos honorários advocatícios, prospera a reforma pretendida
pelo INSS, porquanto, em conformidade com o entendimento deste Tribunal,
nas ações previdenciárias, os honorários advocatícios são devidos
no percentual de 10% (dez por cento) sobre as prestações vencidas até
a prolação da sentença, conforme previsto na Súmula 111 do Superior
Tribunal de Justiça.
9. Em relação aos juros de mora devem ser aplicadas as disposições do
Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal
em vigor por ocasião da execução do julgado.
10. Reexame necessário não conhecido. Apelação da parte autora não
provida e apelação do INSS parcialmente provida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. APELAÇÃO
CÍVEL. AUXÍLIO-DOENÇA. REQUISITOS LEGAIS PREENCHIDOS. TERMO
INICIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUROS DE MORA.
1. O novo Código de Processo Civil elevou o valor de alçada para a
remessa "ex officio", de 60 (sessenta) salários mínimos, para 1.000
(mil) salários-mínimos. Ademais, verifica-se no presente caso que o valor
da condenação também não excede ao limite de 60 (sessenta) salários
mínimos, previsto no art. 475, §2º, do CPC de 1973.
2. Os requisitos da aposentadoria por invalidez estão previstos no artigo 42,
da Lei nº 8.213/91, a sab...
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. APOSENTADORIA POR
INVALIDEZ/AUXÍLIO-DOENÇA. AUXÍLIO-ACIDENTE. PEDIDOS
SUCESSIVOS. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA FEDERAL. ACIDENTE DO TRABALHO NÃO
CONFIGURADO.
1. É da Justiça Federal a competência para processar e julgar feitos em
que se requer a concessão auxílio-acidente, sem que haja nexo de causalidade
com acidente do trabalho.
2. Deve ser afastada a priori a natureza acidentária, fixando a competência
na Justiça Federal ou na Justiça Estadual quando revestida da competência
do artigo 109, § 3º, da Constituição Federal, até que instrução seja
concluída e a perícia seja realizada.
3. Apelação provida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. APOSENTADORIA POR
INVALIDEZ/AUXÍLIO-DOENÇA. AUXÍLIO-ACIDENTE. PEDIDOS
SUCESSIVOS. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA FEDERAL. ACIDENTE DO TRABALHO NÃO
CONFIGURADO.
1. É da Justiça Federal a competência para processar e julgar feitos em
que se requer a concessão auxílio-acidente, sem que haja nexo de causalidade
com acidente do trabalho.
2. Deve ser afastada a priori a natureza acidentária, fixando a competência
na Justiça Federal ou na Justiça Estadual quando revestida da competência
do artigo 109, § 3º, da Constituição Federal, até que instrução seja
concluída e a perícia s...
PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. AUXÍLIO-DOENÇA/APONSETADORIA POR
INVALIDEZ. COISA JULGADA. OCORRÊNCIA. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. PERDA
DA QUALIDADE DE SEGURADO.
1. Os requisitos da aposentadoria por invalidez (artigo 42, da Lei nº
8.213/91): incapacidade total e permanente, qualidade de segurado, cumprimento
de carência de 12 (doze) contribuições mensais; para a concessão do
auxílio-doença (artigo 59, da Lei nº 8.213/91): incapacidade total ou
parcial e temporária, qualidade de segurado, cumprimento da carência de 12
(doze) contribuições mensais.
2. A comprovação da incapacidade deve ocorrer mediante perícia médica
a cargo do INSS de acordo com o artigo 42, § 1º, da Lei nº 8.213/91
3. O CNIS atesta que o autor manteve vínculos empregatícios nos períodos de
23.05.1989 até 03.01.1990 e de 03.01.1990 até 28.05.1994 e posteriormente
efetuou recolhimentos previdenciários no período de fevereiro a maio de
200., Já havia perdido a qualidade de segurado quando restou constatada a
data de início de sua incapacidade parcial e permanente para o trabalho,
em decorrência do acidente que sofreu em 15.12.2003.
4. O acórdão prolatado no bojo da demanda proposta anteriormente assentou a
perda de qualidade de segurado da parte autora (fls. 144-verso), circunstância
que permanece inalterada na presente ação.
5. Muito embora o quadro clínico do autor tenha evoluído em razão do mesmo
evento, não houve alteração na sua qualidade de segurado, de forma que
se impõe a aplicação da decisão transitada em julgado, com extinção do
presente feito sem resolução meritória, consoante reiterado entendimento
jurisprudencial. Precedentes.
6. Apelação improvida.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. AUXÍLIO-DOENÇA/APONSETADORIA POR
INVALIDEZ. COISA JULGADA. OCORRÊNCIA. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. PERDA
DA QUALIDADE DE SEGURADO.
1. Os requisitos da aposentadoria por invalidez (artigo 42, da Lei nº
8.213/91): incapacidade total e permanente, qualidade de segurado, cumprimento
de carência de 12 (doze) contribuições mensais; para a concessão do
auxílio-doença (artigo 59, da Lei nº 8.213/91): incapacidade total ou
parcial e temporária, qualidade de segurado, cumprimento da carência de 12
(doze) contribuições mensais.
2. A comprovação da incapacidade deve o...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR
RURAL. REQUISITOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. MATÉRIA ANALISADA
PELA C.TURMA. PRESSUPOSTOS. NÃO CONTEMPLAÇÃO. IMPROVIMENTO DOS EMBARGOS.
1.No caso vertente, esta E.Corte analisou a matéria ora posta, considerando
entendimento fundamentado no voto julgado à unanimidade na decisão
colegiada. Os períodos considerados de atividade urbana e rural foram
citados no voto, não havendo omissão a ser sanada.
2.Embargos improvidos
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR
RURAL. REQUISITOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. MATÉRIA ANALISADA
PELA C.TURMA. PRESSUPOSTOS. NÃO CONTEMPLAÇÃO. IMPROVIMENTO DOS EMBARGOS.
1.No caso vertente, esta E.Corte analisou a matéria ora posta, considerando
entendimento fundamentado no voto julgado à unanimidade na decisão
colegiada. Os períodos considerados de atividade urbana e rural foram
citados no voto, não havendo omissão a ser sanada.
2.Embargos improvidos
PREVIDENCIÁRIO. REMESSA OFICIAL INCABÍVEL. APOSENTADORIA POR
IDADE RURAL. PROVA MATERIAL. INSUFICIÊNCIA. ANOTAÇÃO DE TRABALHO
AUTÔNOMO. AUSÊNCIA DE VÍNCULOS RURAIS. PROVA TESTEMUNHAL. NECESSIDADE DE
CORROBORAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.Aplicação do art. 496, §3º, I, do CPC/2015.Incabível remessa oficial.
2.A autora juntou, como elementos de prova, cópia da certidão de casamento,
qualificando o cônjuge como lavrador.
3.Os extratos do CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais, acostados
pela autarquia, confirmam trabalho como costureira autônoma, não havendo
anotações de vínculos rurais.
4.Depreende-se, da análise dos documentos, que a prova é insuficiente para
comprovação do período de carência.
5.A prova testemunhal somente não basta à concessão do
benefício. Entendimento sumular.
6. Não se permite, assim, a concessão do benefício com fulcro no artigo
143 da Lei nº 8.213/91, uma vez que a autora não comprova a imediatidade
anterior necessária à percepção do benefício.
7.Nesse contexto, havendo prova material direta contrária à pretensão do
autor, de rigor o indeferimento do benefício.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. REMESSA OFICIAL INCABÍVEL. APOSENTADORIA POR
IDADE RURAL. PROVA MATERIAL. INSUFICIÊNCIA. ANOTAÇÃO DE TRABALHO
AUTÔNOMO. AUSÊNCIA DE VÍNCULOS RURAIS. PROVA TESTEMUNHAL. NECESSIDADE DE
CORROBORAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.Aplicação do art. 496, §3º, I, do CPC/2015.Incabível remessa oficial.
2.A autora juntou, como elementos de prova, cópia da certidão de casamento,
qualificando o cônjuge como lavrador.
3.Os extratos do CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais, acostados
pela autarquia, confirmam trabalho como costureira autônoma, não havendo
anotações de vínculos rurais....
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. INÍCIO DE PROVA
MATERIAL. INSUFICIÊNCIA. PROVA TESTEMUNHAL. FRAGILIDADE. NÃO
CORROBORAÇÃO. TEMPO DE TRABALHO EXIGIDO NA LEGISLAÇÃO. NÃO
COMPROVAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO.
1.A parte autora completou o requisito idade mínima (60 anos) em 2006,
devendo, assim, demonstrar o efetivo exercício de atividade rural por,
no mínimo, 150 meses, conforme previsto no artigo 142 da Lei nº 8.213/91.
2.Como início de prova material de seu trabalho no campo, apresentou os
seguintes documentos: certidão de casamento, em que consta qualificação
como lavrador; cópia de certidões de nascimento dos filhos nas quais consta
sua profissão de lavrador, cópia de sua CTPS, sem anotação de vínculos.
3.Não há comprovação de vínculos rurais no tempo necessário previsto
na legislação previdenciária, sendo parca a prova material.
4.As testemunhas ouvidas em juízo, embora sejam favoráveis à parte autora,
consubstanciam prova que por si só, não sustentam a concessão do benefício,
uma vez que devem corroborar início pelo menos razoável de prova material,
o que não ocorreu in casu.
5. Improvimento do recurso.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. INÍCIO DE PROVA
MATERIAL. INSUFICIÊNCIA. PROVA TESTEMUNHAL. FRAGILIDADE. NÃO
CORROBORAÇÃO. TEMPO DE TRABALHO EXIGIDO NA LEGISLAÇÃO. NÃO
COMPROVAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO.
1.A parte autora completou o requisito idade mínima (60 anos) em 2006,
devendo, assim, demonstrar o efetivo exercício de atividade rural por,
no mínimo, 150 meses, conforme previsto no artigo 142 da Lei nº 8.213/91.
2.Como início de prova material de seu trabalho no campo, apresentou os
seguintes documentos: certidão de casamento, em que consta qualificação
como lavrador; cópi...
PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA POR IDADE
RURAL. CONCESSÃO. CUSTAS PROCESSUAIS E DESPESAS. ISENÇÃO DO INSS. GRATUIDADE
DE JUSTIÇA. DESONERAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.O STJ entende que o INSS goza de isenção no recolhimento de
custas processuais, perante a Justiça Federal, (art. 8º, da Lei nº
8.620/1993). Contudo, a Colenda 8ª Turma desta Corte tem decidido que, não
obstante a isenção da autarquia federal, se ocorreu o prévio recolhimento
das custas pela parte contrária, o reembolso é devido, a teor do artigo,
14, § 4º, da Lei 9.289/96, salvo se esta estiver amparada pela gratuidade
da Justiça.
2.Na hipótese, a parte autora beneficiária da justiça gratuita, não
sendo devido, desse modo, o reembolso das custa processuais pelo INSS.
3.Quanto às despesas processuais, são elas devidas, de acordo com o disposto
no artigo 11, da Lei n.º 1060/50, combinado com o artigo 27, do Código de
Processo Civil. Porém, considerando a hipossuficiência da parte autora
e os benefícios que lhe assistem, em razão da assistência judiciária
gratuita, a ausência do efetivo desembolso desonera a condenação da
autarquia federal à respectiva restituição.
4.Provimento do recurso.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA POR IDADE
RURAL. CONCESSÃO. CUSTAS PROCESSUAIS E DESPESAS. ISENÇÃO DO INSS. GRATUIDADE
DE JUSTIÇA. DESONERAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.O STJ entende que o INSS goza de isenção no recolhimento de
custas processuais, perante a Justiça Federal, (art. 8º, da Lei nº
8.620/1993). Contudo, a Colenda 8ª Turma desta Corte tem decidido que, não
obstante a isenção da autarquia federal, se ocorreu o prévio recolhimento
das custas pela parte contrária, o reembolso é devido, a teor do artigo,
14, § 4º, da Lei 9.289/96, salvo se esta estiver amparada pela gratuida...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR RURAL. VÍNCULOS
E RECOLHIMENTOS DECORRENTES DE TRABALHO URBANO. IMPOSSIBILIDADE. PROVA
TESTEMUNHAL. NECESSIDADE DE CORROBORAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.A autora juntou, como elementos de prova, cópia da certidão de casamento,
celebrado em 1967, qualificando o cônjuge como lavrador e a autora como
doméstica e do lar. Acostou, também, cópia da CTPS com anotações de
vínculos como faxineira e doméstica.
2. Os extratos do CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais, acostados
pela autarquia, confirmam atividades urbanas por parte do marido da autora.
3.Depreende-se, da análise dos documentos, que a autora não traz início de
prova material suficiente a comprovar o prazo de carência de atividade rural.
4.A prova testemunhal necessita de corroboração a demonstrar a atividade
rurícola pelo prazo de carência.
5. Provimento do recurso para julgar improcedente o pedido.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR RURAL. VÍNCULOS
E RECOLHIMENTOS DECORRENTES DE TRABALHO URBANO. IMPOSSIBILIDADE. PROVA
TESTEMUNHAL. NECESSIDADE DE CORROBORAÇÃO. PROVIMENTO DO RECURSO.
1.A autora juntou, como elementos de prova, cópia da certidão de casamento,
celebrado em 1967, qualificando o cônjuge como lavrador e a autora como
doméstica e do lar. Acostou, também, cópia da CTPS com anotações de
vínculos como faxineira e doméstica.
2. Os extratos do CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais, acostados
pela autarquia, confirmam atividades urbanas por parte do marid...
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR RURAL. REQUISITOS. NÃO
COMPROVAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. MATÉRIA ANALISADA PELA
C.TURMA. PRESSUPOSTOS. NÃO CONTEMPLAÇÃO. IMPROVIMENTO DOS EMBARGOS.
1.Os embargos de declaração têm por finalidade a função integrativa
do aresto, sem provocar qualquer inovação. Somente em casos excepcionais,
é possível conceder-lhes efeitos infringentes.
2.No caso vertente, esta E.Corte analisou a matéria ora posta, considerando a
documentação trazida aos autos pela autora e entendeu pela não comprovação
dos requisitos exigidos, o que veio assentado na decisão recorrida exarada
pela C.Turma.
3.Embargos improvidos.
Ementa
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR RURAL. REQUISITOS. NÃO
COMPROVAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. MATÉRIA ANALISADA PELA
C.TURMA. PRESSUPOSTOS. NÃO CONTEMPLAÇÃO. IMPROVIMENTO DOS EMBARGOS.
1.Os embargos de declaração têm por finalidade a função integrativa
do aresto, sem provocar qualquer inovação. Somente em casos excepcionais,
é possível conceder-lhes efeitos infringentes.
2.No caso vertente, esta E.Corte analisou a matéria ora posta, considerando a
documentação trazida aos autos pela autora e entendeu pela não comprovação
dos requisitos exigidos, o que veio assen...