HABEAS-CORPUS". Objeto.
Se o paciente ja cumpriu a pena imposta na condenação, não
cabe "habeas corpus" por lhe faltar o objeto especifico de sua
tutela: a "liberdade de locomoção" - atual ou ameacada. Art. 5.
LXVIII, da CF, combinado com o art. 659 do CPP.
O eventual interesse do paciente em discutir, nessa
hipótese, a nulidade processual tem como instrumento adequado, a
revisão.
Ordem indeferida.
Ementa
HABEAS-CORPUS". Objeto.
Se o paciente ja cumpriu a pena imposta na condenação, não
cabe "habeas corpus" por lhe faltar o objeto especifico de sua
tutela: a "liberdade de locomoção" - atual ou ameacada. Art. 5.
LXVIII, da CF, combinado com o art. 659 do CPP.
O eventual interesse do paciente em discutir, nessa
hipótese, a nulidade processual tem como instrumento adequado, a
revisão.
Ordem indeferida.
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 14-02-1992 PP-01165 EMENT VOL-01649-01 PP-00222 RTJ VOL-00139-01 PP-00192
REVEL - CITAÇÃO POR EDITAL. A formalidade prevista no artigo
361 do Código de Processo Penal revela-se indispensavel a valia da
citação por edital. Inobservado o espaco de tempo de quinze dias
entre a publicação do edital e a audiencia designada, conclui-se que
a citação não se perfez. Trata-se de procedimento essencial, ligado
ao próprio direito de defesa, cuja ausência determina a nulidade do
feito, em face ao disposto no inciso IV do artigo 564 e 570 do Código
de Processo penal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal:
recurso extraordinário n. 57.805, publicado na Revista Trimestral de
Jurisprudência n. 33/544; "habeas-corpus" n. 68.092-SP, Acórdão
publicado no Diario da Justiça de 12 de outubro de 1990, pagina n.
11.046 e recurso em "habeas-corpus" n. 60.345-MG, Acórdão publicado
no Diario da Justiça de 17 de dezembro de 1982, pagina n. 13.204.
Ementa
REVEL - CITAÇÃO POR EDITAL. A formalidade prevista no artigo
361 do Código de Processo Penal revela-se indispensavel a valia da
citação por edital. Inobservado o espaco de tempo de quinze dias
entre a publicação do edital e a audiencia designada, conclui-se que
a citação não se perfez. Trata-se de procedimento essencial, ligado
ao próprio direito de defesa, cuja ausência determina a nulidade do
feito, em face ao disposto no inciso IV do artigo 564 e 570 do Código
de Processo penal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal:
recurso extraordinário n. 57.805, publicado na Revista Trim...
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 14-02-1992 PP-01166 EMENT VOL-01649-02 PP-00278 RTJ VOL-00139-01 PP-00224
- PROCESSUAL PENAL. PENAL.
I. Sentença condenatória baseada num conjunto probatório
que inclui o depoimento da vítima, a que esteve presente o
defensor constituido.
II. H.C. indeferido.
Ementa
- PROCESSUAL PENAL. PENAL.
I. Sentença condenatória baseada num conjunto probatório
que inclui o depoimento da vítima, a que esteve presente o
defensor constituido.
II. H.C. indeferido.
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01695 EMENT VOL-01650-02 PP-00267
"HABEAS CORPUS". JÚRI. QUESITOS. ALEGADA NULIDADE DO
PRIMEIRO E DO TERCEIRO.
Nulidade inexistente, ja que não houve indagação aos
jurados sobre qualificadora de traição englobada com a alusiva ao
fato principal, como sustenta o impetrante.
De outra parte, o quesito sobre a participação do paciente
no crime, conquanto formulado de modo generico, não causou prejuizo a
defesa, face a especificação contida, no quesito seguinte, sobre a
promessa de recompensa.
Por fim, ao responderem os jurados negativamente sobre se o
paciente promoveu e dirigiu a atividade dos demais agentes, não
contrariou a resposta anterior, quanto ao pagamento de recompensa,
que significa coisa diversa.
Ordem denegada.
Ementa
"HABEAS CORPUS". JÚRI. QUESITOS. ALEGADA NULIDADE DO
PRIMEIRO E DO TERCEIRO.
Nulidade inexistente, ja que não houve indagação aos
jurados sobre qualificadora de traição englobada com a alusiva ao
fato principal, como sustenta o impetrante.
De outra parte, o quesito sobre a participação do paciente
no crime, conquanto formulado de modo generico, não causou prejuizo a
defesa, face a especificação contida, no quesito seguinte, sobre a
promessa de recompensa.
Por fim, ao responderem os jurados negativamente sobre se o
paciente promoveu e dirigiu...
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01695 EMENT VOL-01650-02 PP-00251 RTJ VOL-00138-03 PP-00835
"HABEAS CORPUS".
Reexame dos fatos e das provas. Decisão contraria a
evidencia dos autos. Impossibilidade de conhecimento no seu âmbito.
Cerceamento de defesa. Ausência de assinatura do defensor
dativo no termo de audiencia. Irregularidade irrelevante,
principalmente quando a única testemunha ouvida, nada sabendo
informar sobre os fatos, não contribui para formar a convicção do
julgador.
Ordem, em parte, conhecida e, nessa parte, indeferida.
Ementa
"HABEAS CORPUS".
Reexame dos fatos e das provas. Decisão contraria a
evidencia dos autos. Impossibilidade de conhecimento no seu âmbito.
Cerceamento de defesa. Ausência de assinatura do defensor
dativo no termo de audiencia. Irregularidade irrelevante,
principalmente quando a única testemunha ouvida, nada sabendo
informar sobre os fatos, não contribui para formar a convicção do
julgador.
Ordem, em parte, conhecida e, nessa parte, indeferida.
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 14-02-1992 PP-01166 EMENT VOL-01649-02 PP-00274
- PROCESSUAL CIVIL. RECURSO INTEMPESTIVO.
I. Decisão publicada no dia 3.12.90, 2. feira, findando-se
o quinquidio, em razão de prorrogação do termo final, em 10.12.90,
interposto o agravo em 01.02.91, manifestamente a destempo,
existindo, nos autos, certidão no sentido de que os trabalhos da
Secretaria do Tribunal de origem não sofreram paralisação ou
interrupção.
II. Agravo regimental improvido.
Ementa
- PROCESSUAL CIVIL. RECURSO INTEMPESTIVO.
I. Decisão publicada no dia 3.12.90, 2. feira, findando-se
o quinquidio, em razão de prorrogação do termo final, em 10.12.90,
interposto o agravo em 01.02.91, manifestamente a destempo,
existindo, nos autos, certidão no sentido de que os trabalhos da
Secretaria do Tribunal de origem não sofreram paralisação ou
interrupção.
II. Agravo regimental improvido.
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01698 EMENT VOL-01650-03 PP-00524
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA A CONSTITUIÇÃO - COTEJO.
A atuação em sede extraordinária faz-se a partir da moldura fatica
delineada, soberanamente, pela Corte de origem. Cotejam-se os fatos
jurigenos constantes do Acórdão, considerada a decisão nele revelada,
com o dispositivo constitucional para dizer-se da harmonia, ou não.
Descabe em sede extraordinária pretender considerar a sentença
prolatada pelo Juízo, ja que substituida, a teor do disposto no
artigo 512 do Código de Processo Civil, pelo provimento do órgão
revisor.
Ementa
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA A CONSTITUIÇÃO - COTEJO.
A atuação em sede extraordinária faz-se a partir da moldura fatica
delineada, soberanamente, pela Corte de origem. Cotejam-se os fatos
jurigenos constantes do Acórdão, considerada a decisão nele revelada,
com o dispositivo constitucional para dizer-se da harmonia, ou não.
Descabe em sede extraordinária pretender considerar a sentença
prolatada pelo Juízo, ja que substituida, a teor do disposto no
artigo 512 do Código de Processo Civil, pelo provimento do órgão
revisor.
Data do Julgamento:10/12/1991
Data da Publicação:DJ 14-02-1992 PP-01167 EMENT VOL-01649-02 PP-00448
- 1. Mandado de Segurança: identificação da autoridade
coatora: irrelevância de a petição ser literalmente dirigida contra o
Presidente do Tribunal de Contas, se da sua exposição se conclui que
o ato impugnado e induvidosamente do colegiado, devendo-se ter a
menção ao seu Presidente como enderecada ao órgão individual de
representação da Corte em juízo.
2. Fundo de Participação dos Municípios: Resolução do TCU, que
fixa os coeficientes de determinado Município, com base em
estimativas populacionais do IBGE: impugnação com base em alegações
de população superior, fundada em outros dados de fato: ausência de
direito liquido e certo a pretendida elevação de coeficiente.
Ementa
- 1. Mandado de Segurança: identificação da autoridade
coatora: irrelevância de a petição ser literalmente dirigida contra o
Presidente do Tribunal de Contas, se da sua exposição se conclui que
o ato impugnado e induvidosamente do colegiado, devendo-se ter a
menção ao seu Presidente como enderecada ao órgão individual de
representação da Corte em juízo.
2. Fundo de Participação dos Municípios: Resolução do TCU, que
fixa os coeficientes de determinado Município, com base em
estimativas populacionais do IBGE: impugnação com base em alegações
de população sup...
Data do Julgamento:05/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01693 EMENT VOL-01650-01 PP-00072 RTJ VOL-00139-01 PP-00133
- PROCESSUAL CIVIL. DESPACHO. PUBLICAÇÃO.
I. Formalidade desnecessaria, por isso que os agravantes
tem ciencia, de há muito, da decisão do Presidente do Tribunal de
origem, tanto que contra o referido despacho ajuizaram mandado de
segurança e ação cautelar.
II. Agravo regimental improvido.
Ementa
- PROCESSUAL CIVIL. DESPACHO. PUBLICAÇÃO.
I. Formalidade desnecessaria, por isso que os agravantes
tem ciencia, de há muito, da decisão do Presidente do Tribunal de
origem, tanto que contra o referido despacho ajuizaram mandado de
segurança e ação cautelar.
II. Agravo regimental improvido.
Data do Julgamento:05/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01693 EMENT VOL-01650-01 PP-00088 RTJ VOL-00140-02 PP-00485
RECURSO - REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - SUBSTABELECIMENTO -
MANDATO TACITO - SILENCIO DA PARTE CONTRARIA - ATO URGENTE - DEFEITO
INSANAVEL.
O substabelecimento não tem vida propria, exceto quando
formalizado por instrumento público e o notario porta, por fé, a
existência de instrumento de mandato relativo a outorga dos poderes
substabelecidos. A valia da peca esta jungida ao mandato que, por
isso mesmo, deve acompanha-la.
2. A organicidade e a dinamica que presidem o Direito
obstaculizam a aplicação do artigo 13 do Código de Processo Civil a
fase recursal, sob pena de expungir-se do cenario jurídico o
pressuposto de recorribilidade que e a regular representação
processual.
3. O fato de a parte contraria silenciar quanto ao defeito não
afasta a atuação, de oficio, do Órgão judicante. As razoes de
contrariedade ao recurso longe ficam de consubstanciar onus
processual, ou seja, meio sem o qual não se alcanca determinado
desiderato. Revelam-se como mera faculdade.
4. A pratica de atos por advogado sem procuração não configura
mandato tacito, ja que este decorre de previsão legal e não da
reiteração da irregularidade.
5. O recurso não e passivel de ser reputado ato urgente, pois
o desfecho da lide de forma contraria aos interesses do Recorrente e
latente, cabendo a parte precatar-se.
Ementa
RECURSO - REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - SUBSTABELECIMENTO -
MANDATO TACITO - SILENCIO DA PARTE CONTRARIA - ATO URGENTE - DEFEITO
INSANAVEL.
O substabelecimento não tem vida propria, exceto quando
formalizado por instrumento público e o notario porta, por fé, a
existência de instrumento de mandato relativo a outorga dos poderes
substabelecidos. A valia da peca esta jungida ao mandato que, por
isso mesmo, deve acompanha-la.
2. A organicidade e a dinamica que presidem o Direito
obstaculizam a aplicação do artigo 13 do Código de Processo Civil a
fase r...
Data do Julgamento:05/12/1991
Data da Publicação:DJ 20-03-1992 PP-03325 EMENT VOL-01654-03 PP-00454 RTJ VOL-00139-01 PP-00269
- Ação direta de inconstitucionalidade (liminar): decreto
normativo do Governador do Estado do Amapá, no curso dos trabalhos da
Assembléia Constituinte Estadual - baixado sob invocação do art. 5.,
par. 2., LC 41/81 c/c art. 14, par. 2., ADCT/88 - para limitar a
convocação do Vice-Governador a assumir o Governo aos casos de
"molestia, licenca ou ferias, e de ausência do Estado do Amapá por
prazo superior a 15 dias" do titular: suspensão cautelar do ato
impugnado que se defere.
Relevância da argüição de inconstitucionalidade formal do
ato impugnado: o alcance de normas constitucionais transitorias há
de ser demarcado pela medida da estrita necessidade do periodo de
transição, que visem a reger, de tal modo a que, tão cedo quanto
possivel, possa ter aplicação a disciplina constitucional permanente
da matéria; no caso do Amapá, a posse do Governador eleito coincidiu
com a dos Deputados Estaduais: ainda que fosse de admitir, em tese, a
ressurreição, por força da remissão do art. 14, par. 2. ADCT, do
decreto-lei previsto na LC 41/81 - o que e altamente duvidoso (ADIn
460, m.c., 22.3.91, Pertence) -, em concreto, a presenca do
legislador natural, a Assembléia Legislativa, afastaria por si só a
necessidade transitoria de confiar-se ao Executivo a função
legislativa, na espécie, alias, de alçada constitucional.
Relevância da argüição de inconstitucionalidade material:
se se trata de tema constitucional, e ainda não se promulgou a
Constituição do Estado, a fonte natural da sua regencia provisoria
não e da lei ordinaria local e, menos ainda, de um decreto executivo,
que se arrogue o poder de fazer-lhe as vezes, mas, sim, o padrao
federal similar, o do Vice-Presidente; no que diz com o impedimento
por ausência temporaria do titular, ainda que por breves periodos,
uma pratica constitucional invariavel, que vem do Imperio, tem
atravessado os sucessivos regimes da Republica, a impor a
transferencia do exercício do Governo ao Vice-Presidente, e, na falta
ou impedimento deste, ao substituto desimpedido: nos Estados;
portanto, esse vetusto costume constitucional parece ser a fonte
provisoria de solução do problema.
"Periculum in mora": a subtração ao titular, ainda que
parcial, do conteudo do exercício de um mandato político e, por si
mesma, um dano irreparavel.
Ementa
- Ação direta de inconstitucionalidade (liminar): decreto
normativo do Governador do Estado do Amapá, no curso dos trabalhos da
Assembléia Constituinte Estadual - baixado sob invocação do art. 5.,
par. 2., LC 41/81 c/c art. 14, par. 2., ADCT/88 - para limitar a
convocação do Vice-Governador a assumir o Governo aos casos de
"molestia, licenca ou ferias, e de ausência do Estado do Amapá por
prazo superior a 15 dias" do titular: suspensão cautelar do ato
impugnado que se defere.
Relevância da argüição de inconstitucionalidade formal do
ato impugnado: o alcance d...
Data do Julgamento:04/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01692 EMENT VOL-01650-01 PP-00031 RTJ VOL-00139-01 PP-00078
EMENTA: CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. PRISÃO
PROCESSUAL. Licitude.
A culpabilidade não se presume. Deve ser provada. O
princípio, hoje consagrado em documentos internacionais e em
constituições, inclusive a brasileira, art. 5º, LVII, inspira o
processo penal - o contraditório, a plenitude da defesa, o "in dubio
pro reo" e o ônus da prova a quem acusa.
A presunção de inculpabilidade, pelo qual só é culpado o
condenado por decisão transita em julgado, não exclui medidas
cautelares, como a prisão processual, prevista na Constituição, art.
5º, LXI, ou em lei. Jurisprudência do STF.
Ementa
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. PRISÃO
PROCESSUAL. Licitude.
A culpabilidade não se presume. Deve ser provada. O
princípio, hoje consagrado em documentos internacionais e em
constituições, inclusive a brasileira, art. 5º, LVII, inspira o
processo penal - o contraditório, a plenitude da defesa, o "in dubio
pro reo" e o ônus da prova a quem acusa.
A presunção de inculpabilidade, pelo qual só é culpado o
condenado por decisão transita em julgado, não exclui medidas
cautelares, como a prisão processual, prevista na Constituição, art.
5º, LXI, ou em lei. Jurisprudência do STF.
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 08-06-2001 PP-00020 EMENT VOL-02034-02 PP-00311
HABEAS CORPUS. Suspensão condicional da pena. Concessão.
Condenação irrecorrivel em outro processo por crime doloso. Revogação
automática do SURSIS, ainda quando declarada após o periodo de prova.
Extinção da pena não configurada. Voto vencido.
Segundo o magisterio do STF, a cassação do SURSIS opera-se
automaticamente, mesmo depois do prazo de prova, se verificado no seu
decurso - tal ocorreu na espécie - que o réu viera a ser condenado
irrecorrivelmente por crime doloso. Ordem denegada.
Ementa
HABEAS CORPUS. Suspensão condicional da pena. Concessão.
Condenação irrecorrivel em outro processo por crime doloso. Revogação
automática do SURSIS, ainda quando declarada após o periodo de prova.
Extinção da pena não configurada. Voto vencido.
Segundo o magisterio do STF, a cassação do SURSIS opera-se
automaticamente, mesmo depois do prazo de prova, se verificado no seu
decurso - tal ocorreu na espécie - que o réu viera a ser condenado
irrecorrivelmente por crime doloso. Ordem denegada.
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 12-06-1992 PP-09029 EMENT VOL-01665-01 PP-00110 RTJ VOL-00140-01 PP-00126
EMENTA : - HABEAS CORPUS. Queixa-crime. Decadência.
Legitimidade ativa. Ausência de elementos de convicção.
A fluência do prazo decadencial quanto ao primeiro delito
não impede o exercício do direito de queixa em caso de reiteração do
crime. Inocorrência da decadência. Precedentes do STF.
Desde que as ofensas irrogadas ao querelante não se
vinculam ao exercício de suas funções de magistrado (PROPTER
OFFICIUM), legítimo é o procedimento penal instaurado mediante ação
privada.
Não configura constrangimento ilegal o recebimento de
queixa que atende às exigências do art. 41, do CPP e permite
entender-se qual a imputação feita ao acusado.
RHC improvido.
Ementa
EMENTA : - HABEAS CORPUS. Queixa-crime. Decadência.
Legitimidade ativa. Ausência de elementos de convicção.
A fluência do prazo decadencial quanto ao primeiro delito
não impede o exercício do direito de queixa em caso de reiteração do
crime. Inocorrência da decadência. Precedentes do STF.
Desde que as ofensas irrogadas ao querelante não se
vinculam ao exercício de suas funções de magistrado (PROPTER
OFFICIUM), legítimo é o procedimento penal instaurado mediante ação
privada.
Não configura constrangimento ilegal o recebimento de
queixa que atende às exigências do art. 41, do CPP e permite...
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 01-06-2001 PP-00092 EMENT VOL-02033-02 PP-00323
EMENTA: - PENAL. CRIME CONTINUADO. CÓDIGO PENAL, ART. 71.
I.- Para que ocorra a continuidade delitiva é necessário
que os delitos tenham sido praticados pelos agentes com a utilização
de ocasiões nascidas da situação primitiva, devendo existir, pois,
nexo de causalidade com relação à hora, lugar e circunstâncias.
II. - H.C. indeferido.
Ementa
- PENAL. CRIME CONTINUADO. CÓDIGO PENAL, ART. 71.
I.- Para que ocorra a continuidade delitiva é necessário
que os delitos tenham sido praticados pelos agentes com a utilização
de ocasiões nascidas da situação primitiva, devendo existir, pois,
nexo de causalidade com relação à hora, lugar e circunstâncias.
II. - H.C. indeferido.
Data do Julgamento:Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS VELLOSO
Data da Publicação:DJ 30-03-2001 PP-00080 EMENT VOL-02025-01 PP-00160
- Isenção constitucional de correção monetária (ADCT, art.
47): questão relativa a incidencia da condição excludente do
beneficio prevista no mesmo art. 47, par-3., III, decidida
favoravelmente ao devedor pelo acórdão recorrido: inadmissibilidade
do recurso extraordinário do credor, que não discute a inteligencia
do preceito constitucional invocado, mas apenas o acertamento de seus
pressupostos de fato, a luz da prova, cujo onus, de resto, lhe
incumbia integralmente.
Ementa
- Isenção constitucional de correção monetária (ADCT, art.
47): questão relativa a incidencia da condição excludente do
beneficio prevista no mesmo art. 47, par-3., III, decidida
favoravelmente ao devedor pelo acórdão recorrido: inadmissibilidade
do recurso extraordinário do credor, que não discute a inteligencia
do preceito constitucional invocado, mas apenas o acertamento de seus
pressupostos de fato, a luz da prova, cujo onus, de resto, lhe
incumbia integralmente.
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 07-02-1992 PP-00739 EMENT VOL-01648-02 PP-00228
I. Recurso extraordinário: prazo.
1. O prazo para o RE não corre nas ferias.
2. A decisão definitiva, susceptivel de RE, não e a decisão
plenaria da questão prejudicial de inconstitucionalidade, mas a que,
depois, no órgão competente, a aplica ao caso concreto para julgar a
causa ou o recurso.
II. Agravo de instrumento: traslado deficiente.
E essencial a decisão do agravo contra indeferimento de RE
o teor da decisão plenaria que decidiu a argüição de
inconstitucionalidade na qual insiste o recorrente: sequer requerido
o traslado do acórdão, nega-se provimento ao agravo.
Ementa
I. Recurso extraordinário: prazo.
1. O prazo para o RE não corre nas ferias.
2. A decisão definitiva, susceptivel de RE, não e a decisão
plenaria da questão prejudicial de inconstitucionalidade, mas a que,
depois, no órgão competente, a aplica ao caso concreto para julgar a
causa ou o recurso.
II. Agravo de instrumento: traslado deficiente.
E essencial a decisão do agravo contra indeferimento de RE
o teor da decisão plenaria que decidiu a argüição de
inconstitucionalidade na qual insiste o recorrente: sequer requerido
o traslado do acó...
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 07-02-1992 PP-00739 EMENT VOL-01648-02 PP-00246 RTJ VOL-00140-01 PP-00316
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HIPÓTESE EM QUE INCIDEM AS SUMULAS
282 E 356.
Tendo-se reportado o acórdão recorrido a precedente do
mesmo Tribunal, que declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade do Decreto-lei n. 2.335/87, e não constando dos
autos -- sequer por transcrição no acórdão impugnado ou pela juntada
da copia da decisão plenaria -- as razoes e os fundamentos do
precedente no qual o aresto se estribou, o recurso extraordinário não
satisfaz o requisito do prequestionamento, o que impossibilita o
reexame da decisão por esta Corte.
Recurso extraordinário não conhecido.
Ementa
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HIPÓTESE EM QUE INCIDEM AS SUMULAS
282 E 356.
Tendo-se reportado o acórdão recorrido a precedente do
mesmo Tribunal, que declarou, incidentalmente, a
inconstitucionalidade do Decreto-lei n. 2.335/87, e não constando dos
autos -- sequer por transcrição no acórdão impugnado ou pela juntada
da copia da decisão plenaria -- as razoes e os fundamentos do
precedente no qual o aresto se estribou, o recurso extraordinário não
satisfaz o requisito do prequestionamento, o que impossibilita o
reexame da decisão por esta Corte....
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 07-02-1992 PP-00739 EMENT VOL-01648-02 PP-00215
-1. Exame de corpo de delito: impossibilidade, quando, dado
o modo de execução do crime, mediante uso de grampo de arame, a guisa
de chave, o furto não deixou vestigio material.
2. Furto: qualificação pelo emprego de chave falsa:
inteligencia: compreensão de qualquer espécie de gazua (Hungria).
3. Pena: aplicação: metodo trifasico (CP, art. 68); nulidade
da sentença que englobou a fixação da pena-base com o aumento
resultante de agravante legal e, de resto, não fundamentou a
ponderação das circunstancias judiciais (CP, art. 59): nulidade.
Ementa
-1. Exame de corpo de delito: impossibilidade, quando, dado
o modo de execução do crime, mediante uso de grampo de arame, a guisa
de chave, o furto não deixou vestigio material.
2. Furto: qualificação pelo emprego de chave falsa:
inteligencia: compreensão de qualquer espécie de gazua (Hungria).
3. Pena: aplicação: metodo trifasico (CP, art. 68); nulidade
da sentença que englobou a fixação da pena-base com o aumento
resultante de agravante legal e, de resto, não fundamentou a
ponderação das circunstancias judiciais (CP, art. 59): nulidade.
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 21-02-1992 PP-01695 EMENT VOL-01650-02 PP-00231 RTJ VOL-00140-01 PP-00155
HABEAS CORPUS. RÉU CONDENADO A PENA DE 18 ANOS E 6 MESES
DE RECLUSÃO, COMO INCURSO NOS ARTS. 121, PAR. 2., INCISOS I E IV, E
211, COMBINADOS COM O ART. 25, TODOS DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE DO ACÓRDÃO QUE INDEFERIU A REVISÃO CRIMINAL. REEXAME DAS
PROVAS INVIAVEL EM HABEAS CORPUS. TESES DA DEFESA RECUSADAS PELO
JÚRI. REVISÃO CRIMINAL INTEIRAMENTE DESFAVORAVEL AO PACIENTE. HABEAS
CORPUS INDEFERIDO.
Ementa
HABEAS CORPUS. RÉU CONDENADO A PENA DE 18 ANOS E 6 MESES
DE RECLUSÃO, COMO INCURSO NOS ARTS. 121, PAR. 2., INCISOS I E IV, E
211, COMBINADOS COM O ART. 25, TODOS DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE
NULIDADE DO ACÓRDÃO QUE INDEFERIU A REVISÃO CRIMINAL. REEXAME DAS
PROVAS INVIAVEL EM HABEAS CORPUS. TESES DA DEFESA RECUSADAS PELO
JÚRI. REVISÃO CRIMINAL INTEIRAMENTE DESFAVORAVEL AO PACIENTE. HABEAS
CORPUS INDEFERIDO.
Data do Julgamento:03/12/1991
Data da Publicação:DJ 13-11-1992 PP-20851 EMENT VOL-01684-03 PP-00413